Geralmente com o fim de ano muitos projetos de 2011, principalmente os de estudantes, saem e mostra que o ano ja começou com uma boa safra de curtas bem legais, inclusive nacionais. Tirei um tempim pra assistir alguns e compartilho aqui minhas impressões de cada um.
O "Pauliceia" é um curta bem focado no cenário paulista e , obviamente, uma
homenagem a Mario de Andrade e a São Paulo.
PAULICÉIA mário de andrade from Céu D´Ellia on Vimeo.
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9.7.10
Alternando as fontes de midias, parte 1: a blogosfera musical brasileira.
Sempre estou procurando material novo de musica. Eu gosto de ouvir ao menos duas ou três vezes ao dia uma mesma musica, de diferentes estilos, discos de autores desconhecidos, clássicos do rock, musica brasileira alternativa ou até mesmo, dependendo, musica de "mercado". O ponto fica onde ir atrás de material. Vez por outra eu ouso escutar radio (não as radios de internet, as famosas estações AM/FM) e vejo o quanto é degradado o que se toca nelas. Tem gente que gosta de ouvir o atual estilo predominante de forró, mesmo sendo uma musica apenas de dança, com letras degradas, mal formuladas ou plágios de si mesma. Como dizemos por aqui, fica "truando" nas ondas.
Então como saber se algo novo lhe agrada, se tudo que lhe chega é algo ja batido e massificado? Os contatos dos artistas com as redes de comunicação raramente se da por mérito qualitativo. Sempre é alguma indicação ou mesmo publicidade direta, acarretando em uma absorção auditiva por insistência. O ouvido não é como os olhos em que a gente pode simplesmente fechá-los para algo desagradável. Dai o nosso ouvido acaba sendo pinico mesmo. Nesse contexto, a internet é o santo Graal dos apreciadores da boa musica.
Creio que já vai fazer cerca de 8 anos em que todo acervo musical que aprecio provêm da internet. O fato de você apreciar um certo estilo e poder se manter conectado ao que há de novo nele é o que traz de tão positivo nesse contexto de redes. Serviços como o Last.fm, Magnitude, dentre outros, se fixaram e provaram ser uma boa fonte de quem tem um gosto aquém do que se diz popular. Muitos artistas, grupos, bandas e projetos conheci fuçando na web. Desde os meus tempos de metal (ou metais, pro tanto de variações que tem) até hoje a internet veio modificar o modo de encontrar algo que tem um foco, uma direção a ser seguida. Ao abordar esse quesito, a blogosfera brasileira se mostra extremamente articulada.
O Brasil é um país onde a musica agrega um forte senso de identidade e a blogosfera brazuca mostra essas caras da maneira que elas são. Encontrar materiais da psicodelia nordestina, reggae maranhense, pop gaucho ou materiais antigos deixou de ser um desafio pra quem mora em locais remotos aos centros desses estilos. Um caso é o 360Grauss, em que o foco em materiais de jazz, blues e rock classico, me levou a conhecer o cenário blues brasileiro, que eu não conhecia até alguns anos atrás. Um outro exemplo é o Eu Ovo, que sempre traz cds e discos juntamente com uma resenha, sendo que não são materiais batidos ou de facil acesso. Um post recente, por exemplo, em clima de copa, trouxe materiais de musica sul-africana. Não me lembro de um programa televisivo abordar tamanha preciosidade.
E o mais interessante é ver o quanto eles são articulados. Em vários destes blogs pode-se conhecer outros que abordam estilos completamente diferentes ou que buscam um publico externo ( exemplo do Loronix, em que boa parte dos visitantes são do exterior). Ou seja, foi criada uma rede forte de pessoas que fazem a diversidade da musica brasileira aparecer. Alguns vão além e acabam por participar de outras redes, no caso do Brazilian Nuggets que tem um programa na radio Web Underground, todo domingo às 22h.
14.1.10
Google vs. China: Minha humilde opinião...

Sou um profundo admirador da cultura oriental. A perspectiva de auto-conhecimento e melhora pessoal não é tão bem arraigada nas culturas ocidentais, mas no oriente sempre foi o principal pilar de construção humana, desde religiosos hinduístas à filósofos confucionistas. O taoísmo, de origem fundamentalmente chinesa, é uma das teorias filosóficas que mais simpatiso, seguida do shaktismo védico.
Então me pergunto porque um povo com uma cultura tão centrada na melhoria pessoal, como a cultura chinesa, se permite auto-repressão? Eu tenho uma idéia mas não é nada comparada a teses do Dalai Lama sobre a reação chinesa à liberdade no Tibete. Na verdade, esta relacionado com isso. A China, pela sua grande extensão territorial, é um país de diversas etnias. Um exemplo evidente de tal diversidade são as váriâncias do Kung-Fu, que tem quatro estilos principais, mas que pra nós no ocidente tudo parece a mesma coisa. No entanto, o processo histórico de unificação territorial sempre foi relacionado a repressão de etnias no próprio país. Isso fica evidente, quando observamos a existência da associação dentro da mente de cidad@o chinês que a forma de manter a unidade do país é sobre a repressão. Me surpreendi com comentários de chineses durante a crise tibetana que teve em junho de 2008(ou 2009, não me lembro bem) de que o tibete deveria ser repreendido em prol da unidade nacional.
Um exemplo não menos famoso, mas já antigo, é de Bruce Lee. Lee foi um exemplo de busca de perfeição pessoal. Formado em Filosofia e Educação Fisica pela Universidade de Washington, chegou ao ponto de criar uma arte-marcial "otimizada", o Jeet Kune Do, que ele desenvolveu a partir de seus conhecimentos do corpo humano e das técnicas que aprendeu no Wushu. Ao apresenta-la como uma arte-marcial superior, em diversos locais do planeta, rapidamente ele conseguiu inimigos em diversos lugares. Na China não foi diferente. Não só nas artes marciais, ele era um duro critico do cinema chinês(com voos fantabulosos e pó saindo do corpo a cada pancada em filmes de ação), fortemente apoiado pelo governo. Houve inclusive ataques a sua pessoa na sua ultima pelicula, o Operação Dragão. Poucos meses após a conclusão do filme, Lee foi encontrado morto por motivos desconhecidos, aparentemente por "alergia" a aspirina, que teria tomado na noite anterior a sua morte. Existe sim uma teoria da conspiração na china que alegam que ele foi assassinado.
Certo, agora vamos ao Google. Por que a empresa insistiu de criar sua sede chinesa? Não precisamos ser nenhum antropologo ou economista pra saber do motivo capital: crescimento econômico. O crescimento economico do país esta em niveis absurdos já a vários anos consecutivos, mostrando-se um mercado lucrativo em potêncial. Mas a que custo? Bem, agora sabemos o custo.
Não deixo de apoiar o Google nessa possivel empreitada à saida da China, mas também não tenho empatia quanto a violação da infraestrutura e de ataques de crackers governamentais a empresa, já que eles tinham idéia do que poderia acontecer.
Tirando o lado bom da história, ao menos serviu pra melhorar mais a segurança da minha conta dos serviços Google.
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