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5.1.10

Ano novo, vida velha!

Este ano vinte e dez chega e ja reparo em pirações ao meu redor. Este ano esta prometendo! :)
Ja começo com ontem, onde uma senhora estava lendo o Universo em Desencanto ao meu lado e a minha curiosidade atiçada não conseguiu de deixar de reparar no texto. Comecei a ler e vi porque o Tim Maia pirou nessa seita/religião/sei lá o que. O texto do livro é muito poético. Na verdade até demais, chegando a nao falar coisa com coisa.

Hoje um carro parou em cima do meu pé e senti o peso do carro enquanto a agonia da dor me fazia dar batidas estrondosas no capô. Quando o imbecil que dirigia percebeu q tinha parado em cima do meu pé, eu ja tava chutando a porta com o outro. Pra não ver como as coisas acontecem.

Ja fiz minha primeira animação e os meses de terror e medo ja começam a parecer distantes e os desejos de prosperidade pra minha vida começam a reaparecer. Novos amores, novos temores, novos desafios...Nada de diferente dos anos anteriores. A quebra de ciclos não se dão de um dia ao outro, mas de ações ao longo da ilusão do tempo.

Felicidades a todos neste novo ciclo que se inicia.

5.5.08

Passei o dia chafurdando o passado. A época em que tudo era mais simples e a inocência fazia-se present em cada atitude e a amizade estava presente em cada ação: desde a mesquinhez de liderança à sinceridade de reconciliação. Isso tudo culpa do vinho.
Fiquei procurando rostos conhecidos, amigos de outras cidades outras instâncias. Como era bom esconder. Como era bom ser timido e não sentir o peso da solidão na cabeça.

Achei amigos e lembranças de épocas felizes mais fáceis, onde a felicidade simplesmente era uma era. Sem preocupações e cheias de canções.

-Hakuna matata!

Vi tanta gente com raiva de mim por eu ser como eu era. E como mudei. DEUS! Como mudei... Tenho vinte e pouco e me sinto um velho de cansado de buscar felicidade em tudo quanto é gente. Por que afinal a vida é isso: uma busca.

Primeiras paixões: a minina da sexta serie. A primeira ( sempre moças mais velhas...). Depois a amiguinha da turma: os velhos diários de confições e reconciliações. Depois a mudança e outros rostos e outra cidade.

A solidão retorna ao enclauso.

E veio a crueldade da realidade. Rejeição.

Outra cidade. Outros rostos. Outras decepções e alegrias. E novas buscas.

Hoje as coisas parecem mais claras e sem nenhum turbilhão. Vou continuar a busca e seguir seguindo.


Pelo amor de deus, chega de nostalgia!

Eu só tenho vinte anos.